
História
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A História Atribulada do Clube
Foi no mês de Julho de 2025 que o CCR comemorou 50 anos. Nasceu com a revolução do 25 de Abril. A ideia começou a surgir numa conversa no Farinhas entre o Vitor, o António Henriques e o Manuel Pipa.
Era preciso fazer alguma coisa pelo Alqueidão, não existia aqui nada, disseram eles na altura. Marcaram então uma reunião na qual compareceram muitas pessoas das mais diversas idades.
Vivia-se ainda a euforia do 25 de Abril, e logo nessa reunião começaram a esboçar-se rivalidades entre os mais novos, mais rebeldes e ansiosos de mudança, e os mais velhos mais conservadores e mais ligados ao passado.
Esta divergência materializou-se depois politicamente, com os mais novos a ingressarem nas correntes politicas de esquerda e os mais velhos nas forças mais conservadoras.
O primeiro local de encontro destes jovens foi no dispensário, edifício ligado à escola velha, onde hoje se encontra o Posto Médico.
Primeiras Obras
Depois surgiu a ideia de alargar o espaço disponível até ao edifício da escola velha que tinha um recreio que podia ser aproveitado para a construção de um ring (local onde atualmente está a Casa do Povo).
Para este efeito foi então consultada a comissão administrativa que representava na freguesia o poder central, uma vez que ainda não tinham sido eleitos os órgãos do poder local. Estávamos em Julho de 1975.
Depois de conseguida a autorização necessária começaram as obras no pátio e no interior do edifício: acimentou-se o chão, rebocaram-se as paredes, e arranjou-se o ring para a prática de futebol de salão, basquetebol e voleibol.
No interior do edifício instalou-se uma biblioteca, representaram-se peças de teatro e organizaram-se espetáculos, nomeadamente com a presença de Adriano Correia de Oliveira.
Foi entretanto criado o emblema do CCR. O Cruzeiro, que foi uma ideia do António Alberto, foi desenhado pelo José Tavares.

